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Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei. Al i 40

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ENTREVISTA FEITA AO POETICUS SEVERUS POR VINÍCIUS B. VIDAL PARA O "BARON'S HELL ZINE" EM JULHO DE 2005 E.V., QUEM RESPONDE É CESAR SEVERUS E SUB UMBRA.

  • Baron'S Hell: Saudações Cesar, saudações ao Poeticus Severus, primeiro aí agradeço a concessão desta entrevista. Prá começar falemos do começo desta banda, em 1997 quando você sozinho grava, mixa e produz a demo "Discórdia é a Lei dos Fracos... Injurius Veride" e dá início às atividades do Poeticus Severus usando temas pouco habituais em relação ao Black Metal como a Arte e a Ciência Hermética. Comente como foi o processo para fazer a demo sozinho e como você conseguiu reunir membros que assim como você tivesse a mesma ligação com magia pagã, Thelema e Ocultismo?

I - Cesar Severus: Caro Vinícius, Saudações!!! Eu é que agradeço por você estar nos cedendo um espaço para poder apresentar um pouco mais de nosso trabalho.
Fazer tudo sozinho foi o melhor que poderia ter acontecido naquela época, eu pude provar para mim mesmo minha competência, direcionando assim um trabalho sob o juízo de minha própria espada...
Reunir novos membros em total sintonia não foi difícil, o trabalho serviu como imã, aconteceu naturalmente. Nossa formação está intacta até hoje, nunca deixamos nossos feridos para trás, estamos sempre juntos na batalha, aconteça o que acontecer!

  • Baron'S Hell: Eu citei Black Metal por causa da aproximação deste estilo através de símbolos e conceito, porém vocês se definem como "Opereto Barbaricus Metal" certo? Ouvindo o som de vocês é possível sentir um clima e sensações que poderia me levar até o que seria isto, mas mesmo assim é muito vago... Qual seria a explicação para esta definição por vocês?

II - C.S.: O que eu disse para um mag. “A maneira de compormos, de tocarmos, é baseada principalmente na Arte e na Ciência Hermética, musicamos a partir da essência das nossas vontades, a partir do quente, do frio, do úmido e do seco, enfim, de tudo aquilo que desperta as mesmas. Pois bem, nosso “Opereto” quer dizer “Ópera Pequena”. Arte menor, não pelas dimensões nem pelas nossas habilidades senão pelo modo mais simples e direto (por meio do Instinto) de interpretarmos o nosso Dom Primal, visto que, nós encaramos as coisas mais profundas, verdadeiras, sendo como às mais simples possíveis. Que fique claro, o Instinto do Poeticus Severus é espiritualizado, portanto não há gestos sem pensamento, palavras sem sentido em nossa “Arte Musicada”. O nosso “Barbaricus” é todo um tema de símbolos que utilizamos para transmitir nosso Intento a todo Universo. Quanto à definição “Metal” relativo a música, já se define por si só. Mas na verdade que cada um interprete nosso “Opereto Barbaricus Metal” da forma que entender melhor, cada pessoa é um centro de universo, possuindo assim uma visão diferente das outras. Tenho que falar uma coisa para aqueles que acham que tocamos “Viking Metal”, vocês são parecidos com os “daltônicos” (sem nenhuma ofensa), não conseguem distinguir muito bem o que é Norte e o que é Sul!Quanto às novas composições podem ter certeza de que este estilo continuará, e acrescentaremos muito mais tercetos (muitas das vezes em melisma), capellas, cavalgamento e etc. Sempre Marcial!!!”
Sub Umbra: Este foi um rótulo que nós mesmos criamos pois estávamos sendo confundidos como banda de Doom Metal (nada contra mas nada a ver) black, etc. Bem vamos ser claros para podermos nos apresentar para quem ainda não nos ouviu. Tocamos heavy metal do nosso jeito, como gostamos e como achamos que ele deve soar para nossas músicas. Temos temas muito obscuros, temos climas obscuros sim, lógico. Não temos nada alegre (andamento alegro). Não tocamos Heavy Metal alegre nem “chorão”. Não vejemos muitas bandas soando semelhante ao nosso som e timbragem, daí uma certa dificuldade para definirem nosso som. Falo isso não por presunção, mas por clareza e sinceridade. Se você escuta coisas como Bathory (todas as fases), Manowar (4 primeiros), Morrigan, Falkenbach, Mozzart, Venom, Musica Atmosférica, Samael antigo, Metal dos 80, etc, você pode encontrar elementos parecidos em nossa música e pode gostar do que fazemos. Temos vocais limpos e rasgados, temos um forte som de guitarra cavalgada, temos baixo fazendo papel de segunda guitarra, com e sem distorção, temos uma bateria explosiva e temos um teclado às vezes orquestral e às vezes discreto. Procuramos obter uma sonoridade que vou tentar explicar. Não fazemos timbragem moderna. Produzimos e estamos trabalhando para tal, em uma sonoridade baseada nos anos 80, num misto de sonoridade de bandas de arena, bandas de rock dos anos 70 e sons amplos e com pouca compressão e muito reverb. Vejam bem, estou descrevendo tecnicamente nossa sonoridade, mas não vamos tocar arena nem muito menos anos 70, não confundam!!!! Não tocamos nada de progressivo, não tocamos nada de athletic metal (Krisium, nada contra quem o faz também), temos músicas com refrão e solos de guitarra. Acho que está apresentado, não?

  • Baron'S Hell: A citação lírica é forte e sua filosofia, conceito e ideal é passado explicitamente através da demo (que foi a única que eu ouvi) e através das mensagens no site, pelo que li, existe uma importância considerável em fazer o ouvinte, a pessoa que aprecia esta arte pensar, refletir certo? Quais são as suas fontes em relação á literatura, filosofia, etc?

III - S.U.: Se possível verifique pois possuímos outro registro, ao qual considero a expansão da fagulha inicial da criação de nosso nobre irmão Cesar, que moldou o que hoje consideramos como uma irmandade, o nome Poeticus Severus. Na compilação, em que temos detalhes disponíveis no site, iniciamos a referida expansão deste conceito inicial observado por você e o elevamos a totalidade de todos os campos sensoriais possíveis a serem explorados: estruturamos a massa sonora. Este conceito proposto por nós envolve um grande trabalho de pesquisa sonora, que ultrapassa o simples gosto e criação musical. Nossa proposta foi ambiciosa no que tange a soar diferente e com qualidade aprazível. Pedimos para todos que tiverem oportunidade, incluindo você, que analisem as duas músicas que fizeram parte da compilação de bandas Southern Warriors Cult Vol1, e que caso tenham dificuldade de obté-las nos comuniquem, para que possam avaliar e entender o que norteia nossos desejos sonoros. Como falei e desde já e especifico, nossos desejos foram e vão muito além do sentido da audição. Realizamos apresentações em que tivemos como objeto a tentativa de envolver quem nos assistiu a mexer com os outros sentidos, o visual, ao qual nos vestimos de forma lúdica de acordo com nosso conceito, o olfato, ao qual disponibilizamos incensos de cheiros característicos, palato, aos quais alguns privilegiados beberem de nosso vinho, sensorial, pois nossas musicas vibram sob notas escolhidas para tal. Assim nossas apresentações foram objetivadas para suprir nossa necessidade de sustentar todo o conceito envolvido em nossas músicas. Você está certo ao afirmar que nosso trabalho leva à reflexão. Leva também ao desprendimento, ao nosso universo, ao oculto. Não retratamos realidade, pois a mesma não é compatível com nossos anseios. Desta forma tentamos ainda mais enobrecer nossa arte musical tornando-a plenamente tangível apenas para os que se dão trabalho para tal. As fontes para a literatura e filosofia são as mais variadas disponíveis e indisponíveis. Desde Isaac Asimov a Eliphas Levi, desde Sócrates até Lauro Trevisam, passando por Crowley, Dion Fortune...

  • Baron'S Hell: Falando neste assunto mesmo, anos atrás tive muito contato com pessoas ligadas ao Thelema e seus estudos (em geral) e lendo uma entrevista tua no site do Poeticus Severus mesmo li que você aprecia escritores como A. Crowley, H. P. Blavatsky, Marcelo Motta, Bram Stoker entre outros, ou seja pessoas que estudaram o oculto e vivenciaram realmente aquilo que desejaram, e relacionando, qual seria a importância para o teu conhecimento pessoal escritores como os citados e o que você procura tirar de cada um para a tua vivência?


IV - C.S.: Da importância, as experiências literárias desses escritores me trazem fontes que também fornecem caminhos aos raciocínios complexos e simples, muitas vezes não auto despertos em meu cotidiano. Das tradições sustentadas por eles, procuro tirar o que melhor pode ser aproveitado em meu dia a dia.


  • Baron'S Hell: Nas letras do Poeticus são usadas várias línguas como português, latim clássico e até enochian, porque esta mistura na hora de fazer as letras?

V - S.U.: Trabalhamos com a vibração de cada palavra em determinadas músicas. Em músicas onde a vibração melhora com o uso de outros idiomas nós o fazemos. É algo parecido com mantras. A idéia é usar a vibração produzida por tais trechos

  • Baron'S Hell: Existe planos para ser lançado "Engolfo-te! ...Ó Minha Bela, e Resplandeço meu Horizonte", que seria o primeiro full-lenght, á que pé anda este lançamento?

VI - S.U.: Os nossos planos para dar continuidade foram suspensos durante um período em foi necessário amadurecimento musical, técnico, amadurecimento pessoal, amadurecimento de convicções. A história da banda se entrelaça com a história pessoal dos membros envolvidos. Houve a necessidade de grande preparo para cristalizar toda a nossa identidade musical. A necessidade de caminhar paralelo aos horizontes musicais seguidos no fim da década de 90 e começo e meio do anno mundi, nos deu uma visão de que a vontade nossa de singrar contra a corrente é fundamental e até ganhou mais força. Estamos na fase inicial de produção de um novo álbum. Este álbum está sendo milimetricamente arquitetado para que possamos passar para quem o escutar que o sinta, com compromisso ou mesmo sem nenhum conhecimento e erudição, a mensagem que estamos querendo passar. A comunicação de nosso som com a pessoa que o escuta deve ser clara e sem obstrução. Esteticamente falando, queremos que nossa música e sua digital possa tocar a alma até dos desavisados. Para quem aprecia erudição estaremos dando base para obter reflexão, prazer e arte. Estamos falando de ARTE! ARTE não pode ser normatizada e transformada em um simples bem de consumo. Cito o glamour dos anos 80. Quando mais jovem , notava que naquela época havia uma certa distancia, que as bandas eram de certa forma mais distantes de serem atingidas. Se analisarmos isso friamente, veremos que isso era de certa forma uma tática de venda que os produtores da época faziam para aumentar o brilho de seus artistas. E que sem dúvida gerou, por massificação um movimento “tosquista” em que este tipo de imagem era e foi repelida. Chamar o cara de estrela era comum para estigmatizá-lo. Pessoas apareceram depois mais informais, mais acessíveis. Certo, concordo que foi algo combatido e que o devia ser feito. Porém penso que a ARTE não de ser afastada, intangível e que as bandas não devam também agir como estrelinhas. O que eu digo é que a ARTE não deve ser esquecida. Podem fazer de tudo, mas que nós não esqueçamos que o que fazemos é ARTE. Com essa massificação de informação nós faremos ARTE, nem que seja da forma como ela era feita no metal dos anos 80. Quando tocamos não somos pessoas ordinárias de cotidianos ordinários. Somos nós mesmos e profundamente o vivemos. Nosso novo trabalho vai ser norteado desta forma. Sobre outra óptica que fizerem juízo de nosso disco, a veremos como pensamento mundano. Portanto preparem-se, Mantenham-se informados sobre nossos lançamentos em nosso site que dentro de breve estaremos lançando um álbum de forma independente ainda este ano. E contamos com o apoio dos Zines e da Cena que nos aprecia para divulgá-lo!

  • Baron'S Hell: E sobre a cena carioca, já li muitas coisas à respeito, já acompanhei brigas entre membros de bandas (não pessoalmente), já ouvi falar em uma tal Máfia Black Metal algo quase igual ao Inner Circle, enfim, já ouvi falarem muito mas pouco fazem e acompanhando a história do underground daí, com excelentes bandas. não acha que é meio imbecil por parte de alguns ficarem se excluindo por causa de algumas brigas, picuinhas pessoais e até mesmo afundando um pouco mais a cena? Aproveitando que estamos falando da mesma, quais são os destaques atuais, o que se pode chamar a atenção de novo e clássico?

VII - C.S.: Coisas assim acontecem em vários lugares do Brasil, acho que no Mundo todo, não nos preocupamos com isso, não nos interessa mesmo, que eles próprios matem-se, não nos intrometemos, nos preocupamos apenas com o nosso trabalho, é o que nos interessa, fazemos nossa parte, quem quiser faça a sua, não possuem o nosso nome, não são nossos parentes, não pagam nossas contas, pra nós eles são problemas deles, pois “Discórdia é a Lei dos Fracos... Injurius Veride”. Sobre os destaques atuais daqui do RJ não estou sabendo, não tenho acompanhado, estou sem paciência, tenho escutado coisas antigas, sempre, Diamanda Galás, Jacula...
S.U.: Acho que o preconceito é comum nesse meio, até por que é formado por jovens que estão em processo de auto-afirmação de sua personalidade. O que eu penso é que no Brasil o amadurecimento da cena é que é muito truculento. Se todos objetivassem que a revolta é muito importante, mas que pensassem, daqui a 20 anos, o que eu serei? O que me eleva, o que me liberta, o que é volátil? Radicalismo, apesar de parecer ser antagônico com o que eu digo, é muito importante para qualquer sociedade. Não existiam os ritos de passagem? Pra que? Antigas práticas animalescas? Não porra! Se houver um radicalismo bem praticado evitaremos coisas como eu já estou de saco cheio de ver, como aquele cara fudido, desgraçado que acabou virando crente , não 1 ano depois, pois esses são o supra sumo da MERDA, mas 5 anos depois. Isso é um estilo de vida. No Brasil não é levado a sério. A gente vê coisas como o Massacration, que um deles era até de uma banda de Death Metal, o Morbid Death, no inicio dos anos 90. Eu vejo e acho graça, confesso. Mas como discuti com amigos, na Alemanha, Inglaterra, tem isso? Essa imagem contribui para sermos ridicularizados sempre. Por esses e por outros motivos me afastei da cena carioca. Não sei quem deu, não sei quem comeu, não sei quem bateu, não sei quem se fudeu. Ainda tenho contato com quem está em intensa atividade produtiva, como o Apokalyptic Raids e Farscape. Tem outras bandas bem legais aqui, como o Kabarah, o Flagelador.

  • Baron'S Hell: Black Metal. Duas palavras muito usadas dentro do Heavy Metal desde os idos de 93, 94 e por aí vai, cresceu muito nos últimos anos, revelou importantes e interessantes nomes, pessoas e atos, fez histórias e lendas, alguns usam como filosofia de vida, ideologia, mas falando por mim mesmo, até hoje não consegui ver uma real, sólida e verdadeira filosofia e ideologia dentro do Black Metal, algumas pessoas você sabe que de certo modo seguem o que falam, praticam os atos que pregam e agem assim, ou seja verdadeiras, mas são raras, não acha que existe muita falação, muito "blá, blá" em torno deste aspecto todo? Eu vejo do meu lado, na minha concepção, tanto Black Metal quanto Metal Extremo em si como algo Aversivo, Contra Cultural, principalmente em se tratando de cristianismo que invadiu e invade à todo momento a maldita sociedade, a mídia geral, pregando modos e costumes fracos e covardes á uma nação, deixa pessoas à mercê da mesma com medo do maldito pecado e do fogo eterno, ou seja, existe muita figuração, mas prá minha pessoa é isto, um basta, gritos raivosos, movimentos expressivos, mas deveras desorganizado e infelizmente na maioria das vezes contraditório com a palavra de pessoas ignorantes sobre o que ela mesmo é, tiro no próprio pé, apenas seguindo onda, moda, tendência rebelde... Qual é a tua concepção e conclusão sobre o que é Black Metal prá você mesmo por que não existem verdades absolutas sobre algo que pode ser discutível?

VIII - S.U.: Liberdade. Não ser escravo da própria liberdade. A rebeldia de hoje em dia eu vejo mais autenticidade em bandas de Crustcore, Punk e Hardcore dos anos 80 e 90. Black Metal nos anos 80 foi bombástico e nos anos 90 foi um pilar de rebeldia. Como você mesmo afirmou e tomo como parte da minha resposta - não existem verdades absolutas. O que podemos discutir são conceitos de época. Tomar um tapa na cara e dar a outra face no tempo do suposto Nazareno poderia ser uma atitude forte e chocante. Hoje é imbecilidade lânguida e dócil, comparável apenas a personalidades caninas. Um cão é um animal moldado geneticamente para servir. O homem não (será?). Porém não sou humanista. A praga do mundo é a própria humanidade. Tem gente demais no Rio de Janeiro e no mundo. É por isso que o Euronimus falava que as bandas de Death Metal eram Life Metal. Black Metal pra mim pode ser Venom, com muita zueira e rock, pode ser Mayhem, Burzum ou Darkthone, na escandinávia, pode ser Amen Corner ou Doomstone, mas também não pode ser nada disso. O que a mídia explora com facilidade é o dualismo, o antagonismo. Chega lá o cara da Brigade e fala: mas se você é satanista você acredita em cristo. Isso é o preço que o Black Metal cobra? A única coisa que posso definir com facilidade é que Black Metal é introspecção. E Freud diz que um conflito interno e velado é de valor duplo.

  • Baron'S Hell: Ainda sobre o cenário em si, existe uma certa hipocrisia no ar, ou então negação própria mesmo, que certas coisas são para uns, outras são para outros, ou seja, existem grupos no Brasil desenvolvendo certos tipos de sonoridades, filosofia e conceito voltada somente para um pequenino nicho em certas regiões. Porque na sua concepção isto é feito? Na minha visão é que muitos querem selecionar quem pode e quem não pode ouvir o som deles, isto não seria de certo modo uma arrogância, prepotência e na minha visão, um certo medo de não ser compreendido, mal interpretado, e daí fica todo mundo falando em união, união do quê? Para quê? Como foi dito á mim por um colega de São Paulo que também possiu bandas, o que importa é você fazer o seu círculo entre os seus conhecidos e tá ótimo... O resto é o resto...

IX - S.U.: Isso como eu disse acima é parte da auto-afirmação que as pessoas passam na vida. Ter opinião forte significa ter oposição de mesma intensidade. É preciso saber administrar isso. Alguns administram bem. Outros acham mais fácil separar e se isolar em segmentos. Sinceramente eu respeito ambas atitudes. Acho que deve ficar bem frisado: o que importa é a ARTE. É o que nos aproxima. Filosofia é fundamental e temos várias fontes dentro e fora da música para buscar, mas o que nos aproxima é a ARTE. É muito interessante ter desprendimento total e desafio a todos que têm a camuflada hipocrisia de serem capazes de escutar qualquer som e tentar atingir a expressão e a digital por trás de qualquer nota musical. Ouvir um aborígine batucando e vibrando um som grave, ouvir algo inspirador e separar o que é agradável e o que é desprezível e assumir isso, é importante para mim. Para os outros, que eles respondam por si próprios, mas para nós, o que nos move é o prazer de musicar nossa ARTE. Se isso acabar ficando restrito ao bairro, fazer o que né? Se expandir é bom, pois nos dá capacidade para expandir nossos horizontes. Se assim o forem, como nós somos, não me parece arrogância.

  • X - Baron'S Hell: Dê a tua opinião sobre os tópicos abaixo:

NS Black Metal:
Crescimento dia a dia do underground dentro da internet:
S.U.: Funciona pra quem é Alemão. Quem nasceu lá e vive lá e se sente sacaneado diariamente pelos Judeus Ortodoxos, Sionistas e Capitalistas mesquinhos. (se algum de vocês for judeu e a carapuça servir, fodam-se, mas se não servir se excluam) Eles que se resolvam. Política tem lugar garantido no jogo do poder. Na música? Particularmente não gosto. Segregação racial - olha, não sou humanista nem compartilho de moral judaico cristã em minha personalidade. Nazismo é usado como ferramenta de revolta, assim como o satanismo foi e é usado. Não sou melhor nem pior pra julgar, mas não compartilho de nenhum ideal nacional-socialista. A única coisa que com ressalvas acho importante verificar é o revisionismo histórico. O resto é gente tentando auto-afirmar sua personalidade.
Trabalho dos Zines e como nós WebZines:
S.U.: Apesar de não gostar da globalização e da massificação e por conseqüência da banalização da arte devo admitir que a cada dia os WebZines amadurecem e se tornam indispensáveis, ainda mais por que já contribuí com Zines e sei da dificuldade de se usar e criar em uma mídia impressa. Os Zines são maravilhosos. Tenho um monte e de vez em quando pego uns para ler novamente. Acho os Zines quentes como som analógico. Principalmente quando são bem diagramados ou são Underground-Fundamentalistas.
Mídia Especializada:
S.U.: Em se tratando da grande mídia especializada, ela é presa e direcionada para vender papel, como qualquer outra mídia de grande porte. O cara não quer saber de vender o conteúdo, ele quer que o conteúdo venda o papel dele. Por isso que eu amo os Zines. Não leio, mas usaria como veículo de divulgação por causa da grande distribuição.
Mídia em Geral:
Situação Política/Social do novo Século:
S.U.: A mídia em geral é o grande reflexo do que o homem se tornou o no que ele quer para si. É um trabalho difícil no começo, mas é questão de hábito procurar a imprensa jornalística e extrair os fatos das tendências. A mídia televisionada é complicada. Você pode escolher se alienar ou encarar ela do jeito que ela é. Eu faço isso em ciclos. Atualmente vejo e leio sobre as CPIs no governo. Me sinto frustrado com o Brasil e apesar de pregar o nacionalismo no Poeticus, o faço pelos que conheço. Mas sinto vontade de morar em outro lugar. Não adianta separar o nosso problema e focalizá-los em classes, como na classe política. Este problema é um problema de geração. Quantas gerações vão ter que morrer até que a educação atinja esse povo? Com certeza nem a minha nem a sua nem a de vocês que estão lendo vai ser capaz de resolver esse problema cultural. A cultura do brasileiro é assim. Um povo hibrido, dócil, sem unidade de crença e controle age assim. Quem domina e dominou esse país já tratou de meter nos meandros do poder seus entes sucessores. Vejo o terrorismo e acho que apesar da cultura oriental deles não me agradar, é a única manifestação concreta de oposição a este modelo espalhado pelo capitalismo americano. Se no Brasil tivesse terrorismo? Bomba? A única bomba que eu fiquei sabendo foi explodida no congresso e era de maionese... então eles ficaram com o cu na mão e agora pra entrar no planalto a segurança é fortíssima, típica de quem tem mania de perseguição, ou quem deve. Pra isso tudo, penso que temos que cuidar do nosso rabo e transcender através da música. A música pode ser falsa, mas o mau artista é corrupto de si próprio.

  • Baron'S Hell: Acredito ser tudo no momento, aguardo breves notícias do Poeticus Severus, novidades entre outros fique à vontade para ser divulgado no Baron'S Hell... Até mais! Forte abraço! HAILZ!

S.U.: Por gentileza procurem se informar do que tem acontecido com as bandas que trabalham e estão inseridas fora do contexto da música atual. Não procurem somente os canais de informação tradicional. Nós estamos com uma proposta sólida de trabalho e estamos trabalhando para que ela se materialize. Nosso site está disponível para todas as informações sobre nossa irmandade e foi criado para que possamos expandir nossa arte musicada e ter acesso livre e barato a quem se interessa. Nosso trabalho vai ser elaborado com calma e com atenção. Portanto esperem mais um pouco, quem pacientemente esteve ao nosso lado durante todos esses anos, que continue firme, pois não se decepcionará. A todos os amigos que contribuíram conosco e a todos que não foram mais respondidos, nossas sinceras desculpas. A todos que aguardaram nossas tentativas e nos creditaram esperanças, nossos melhores vinhos de nossas mais nobres reservas. A todos que se interessaram por nossas palavras e se interessaram por nos ouvir, a despeito do nosso rótulo – operetto barbaricus metal – um aviso: o que fazemos é heavy metal. Obscuro, em ritmo marcial, original. Essa não é nossa prepotência, é nossa sinceridade. Convido a todos a usarem o ouvido crítico que citei aqui. O ouvido desnudo e sem preconceitos e hipocrisia. Escutem a nossa arte musicada. Se gostarem sintam-se livres para nos compartilhar sua experiência. Obrigado pelo espaço e esperamos que em breve possamos dispor dele novamente para apresentarmos nosso trabalho.
Timmor Domini Fons Calamitatis
Sub Umbra

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