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Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei. Al i 40

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Confesso que conheci esta horda casualmente, através de um flyer e no início eu e o vocalista até nos “estranhamos” devido a um mal entendido em relação ao material que precisariam enviar. Atualmente, tenho o referido vocalista / instrumentista / letrista como um verdadeiro amigo e irmão... O tempo provou que a amizade estava acima dos pequenos “imprevistos de percurso” (como atrasos, desentendimentos verbais – por carta às vezes é difícil de nos compreendermos integralmente). Nesta edição segue uma exclusiva que fiz com Cesar Severus, na qual todos os leitores poderão conhecer um pouco mais sobre o trabalho fantástico realizado por estes menestréis da nova geração da arte extrema carioca. Aos verdadeiros cultuadores recomendo que entrem em contato urgente com eles e adquiram a DT “Discórdia é a Lei dos Fracos...” um épico dos nossos tempos!

  • Daemon: Inicie fazendo uma explanação sobre a origem, objetivos da “Poeticus Severus”.

I – Cesar Severus: No início de 1997 e.v. eu estava parado com os meus trabalhos musicais, mas ao decorrer do tempo senti algo faltando em mim, a necessidade de dar continuação a minha “arte musicada”, que até então sempre fora por mim desempenhada com sentimento imenso. Pois bem, escrevi uma letra dividida em três atos representados simbolicamente a nível medieval os atos mágicos já trilhados até ali, construí o instrumental sugerido pelas letras, fui para um estúdio de gravação e realizei minha vontade, gravei sozinho, pois eu já estava em um pontífice de minha individualidade, e provei para mim mesmo minha auto competência. Como este propósito teve e tem um cunho sublime, sua tendência foi e é expandir-se, daí foram entrando naturalmente os novos membros do P.S., não como simples membros, mas sim como irmãos. Somos uma irmandade e temos como objetivo principal, realizar as nossas vontades, que não são três nem dois, mas sim quatro individuais e uma em comum sob este propósito eu posso destacar: fazer shows para quem merece, diversas gravações das nossas músicas (continuar compondo), expandir nossa irmandade até os confins do universo (unificando todos os guerreiros de moral e caráter fortes, na liberdade da natureza absoluta).

  • “Discórdia é a Lei dos Fracos...” A distribuição, críticas e aceitação, tem sido as esperadas?

II – C.S.: Já saíram mais de 300 exemplares, a aceitação tem sido muito boa, pelas críticas que estamos recebendo, percebo que a “nossa” aceitação se expandirá. As vezes pessoas que escutam esta DT falam-me que é a melhor já lançada em nosso país, eu fico surpreso e sem dúvida bastante alegre, mas não deixo que suba a minha cabeça, só o que permito-me é continuar criando com sentimento imenso minha música, e sem arrogância, e também ciente de que o gosto é individual. Uma das coisas que dou valor, é o discernimento de si próprio, pois digo: como é que alguém vai saber o valor de outrem se não sabe o de si próprio! Tem pessoas que conseguem (raro!), e com isso eu afirmo somente o que sei através de minhas experiências, e é certo, aguardem e confiram sempre o meu trabalho posterior, pois de alguma forma tentarei me auto superar. O mundo enriquece e devo começar por mim mesmo, assim poderia eu servir de exemplo apenas como uma sugestão para quem quer. Por isso citarei o que um grande mestre de si mesmo disse “Ninguém tem direito senão fazer a tua Vontade, faze isto e nenhum outro dirá não, pois não existe Deus senão o Homem, todo homem e toda mulher é uma Estrela”. É isto que espero!

  • Fale-me um pouco das suas influências musicais. Quem são os mestres que te impulsionaram em sua carreira?

III – C.S.: Minha influência musical parte do fogo que queima em meu coração e de tudo aquilo que desperta o mesmo. Sobre “impulsionaram” acredito que na verdade este não seja o meu caso, pois se eu não tivesse vontade de criar e continuar o meu trabalho este já teria terminado e aí sim eu teria sido impulsionado, um verdadeiro impulso vem da vontade e esta é infinita, terá sempre sua base primordial intacta até a distribuição sublime para algo superior, e aí não restaria nada, o aniquilamento é total, mas quando se faz história pode-se consultar um arquivo do que se foi um dia. E isto passaria a ser uma arma da qual auxiliaria um aprendiz a auto impulsionar, todo este processo seria um mero choque para despertar o coração, e aí viver com a auto impulsão, dos mestres, são tantos, eu digo que são desde o início dos tempos em que a música passou a existir no coração de cada um, no meu, a quem dirijo este beijo simbólico: Richard Wagner, Chopin, Bethoven, Jacula, Dead Can Dance, To Mega Therion, M. Amasarac, Sub Umbra, Gemmifer, entre muitos outros músicos me ajudaram a despertar, mesmo que sutil, porém, dos que falo não são máquinas de xerox, são máquinas da vontade.

  • Quanto à estrutura literária de suas composições (as letras são fabulosas!), fale-me dos autores / livros / ideologias que o inspiram.

IV – C.S.: Obrigado! A vida é a guardiã da experiência, por isto, dizer que sabemos de tudo a ponto de rotulá-lo é na verdade ser ignorante, porém atrevo-me a resumi-lo... Isto me inspira! Leio sobre tudo que sinto necessidade de saber, e que tem valor adequado à minha prática para aquisição de meus objetivos. Cito a Lei de Horus como a principal.

  • Quais foram as Hordas ou trabalhos anteriores ao “Poeticus Severus”? Como é seu relacionamento com as bandas que formam o cenário do RJ?

V – C.S.: Foram muitos, mas cito como principal “Goat Emperor” (anteriormente). Sobre o meu relacionamento com bandas do RJ realmente não existe harmonia. O verdadeiro Underground está no coração de cada um e não precisa existir nenhum rebanho comunista para representar os meus atos, o Underground pode ser composto de apenas uma pessoa ou mais, mas só é válido quando está incorporado, despertadamente no âmago de cada estrela. O Poeticus Severus é uma banda honesta, no entanto, invejosos que só se preocupam com coisas alheias, tendem a se auto classificar de membros do Underground verdadeiro, e aproveitando-se disto, insistem com fofoquinhas e mesquinharia de suas próprias naturezas formadas, e com isso tentam investir contra nós. Olho grande e intrujices, porém, nós não somos afetados pois não temos união com tais seres desprezíveis. Aproveito esta sua pergunta, caro amigo Tarcísio Jingu, pois neste momento tais seres tentam se infiltrar no Underground, e as portas devem estar sempre fechadas para eles, pois seus atos não são de verdadeiros homens nem mulheres de moral e caráter fortes, e sim de perjuros contra o próprio Underground da música de filosofia oculta, etc... Eu digo o seguinte: o trabalho que o Poeticus Severus vem exercendo é a prova de que todos fracassam diariamente. Pois é como eu já disse e digo “Discórdia é a Lei dos Fracos...!” Que cada um tome sua própria conclusão sobre o que eu falo, mas pesquisem antes, isto se lhes interessarem, pois para mim não importa, sigo avante com a banda, os que não gostam de nós que nos engulam se puderem, portanto, cuidado com suas próprias armas e investidas, pois tem retorno naturalmente cedo ou tarde!

  • Fala-se de união, mas o que vemos imperar é a ignorância, inveja e maledicência. Porém, acredito na aliança daqueles que realmente se importam com o que fazemos, unindo-os a nós gradualmente... Qual sua opinião a respeito? Este é o radicalismo consciente, que apoio e divulgo. gradualmente... Qual sua opinião a respeito? Este é o radicalismo consciente, que apoio e divulgo.

VI – C.S.: Concordo! Lembrando minha resposta anterior, devemos nos purificar para melhor percebermos nossos sentidos, e assim saber com mais precisão quem são os falsos e ignorantes, para não deixarmos que os mesmos se infiltrem em nosso meio.
Nós também devemos tomar cuidado para não nos enganarmos com os nossos próprios sentidos.
Gemmifer: Saudações Cordiais, amigo Tarcísio. É, realmente fala-se de união, mas em suma não a vemos, é irreal, falsa. Os sentimentos baixos estão fincados no âmago de nossa cena. Mas é claro que a aliança com aqueles de coração forte e sangue nobre é feita. E uno seguimos crescentes gradualmente. Esses sentimentos mascarados que se fazem presentes devem ser eliminados e devemos acirrar ainda mais nossa aliança com todos aqueles que se deve, elevando a glória suprema.

  • Vou “Diversificar” esta entrevista um pouco. Gostaria de saber sua opinião sobre: a) Drogas, B) Eutanásia, c) Amizade.

VIII – C.S.: Drogas cada pessoa ingere o que quer, mas nessa viagem ninguém possui o direito de incomodar a privacidade alheia. Para quem gosta de uma boa leitura, existe um livro de Charles Baudelaire chamado: “Um comedor de ópio” (não, não foi por causa da busca de uma volúpia culpada e preguiçosa que ele começou a usar o ópio, mas simplesmente para abrandar as torturas do estômago...). Eutanásia - Minha opinião quanto a isto é a mesma que um grande mestre já falou, “Todo o homem tem o direito de morrer como bem quiser”. Amizade - Querer bem no sentido profundo.

  • Penso que o modismo predominante no nosso underground é um reflexo dessa “onda lá de fora”. Será que não é hora de começarmos a nos concentrar e valorizar mais as bandas “daqui da nossa terra”?

Gemmifer: Além dos baixos sentimentos que mencionei acima, um outro caro amigo, seria o fato da “necessidade” que o brasileiro tem em copiar os gringos - note que as bandas que estão bem destacadas são aquelas, que “ignoram” o exterior e passam a fazer sua música naturalmente sem se preocupar em parecer com “aquela banda” lá de fora. As bandas que se fazem presentes em nossa aliança é um exemplo orgulhoso. Se nosso cenário acordasse para o que aqui é feito notaria que o exterior não é assim tão grandioso e honrado quanto imaginam.

  • Bem ou Mal, a vida segue, quais suas expectativas e planos para seu futuro e da “P.S”?

IX – C.S.: No presente momento está sendo elaborado uma comp. CD com oito hordas daqui do Brasil, entre elas está o Poeticus Severus. Depois deste lançamento surpresa...

  • Aqui, escrevemos juntos mais uma página da história. Que permaneça pura e forte! Utilize o espaço a seguir para seu encerramento final.

X – C.S.: Para todos aqueles que leram esta entrevista e sentiram alguma afinidade nestas palavras, eu faço um convite para que conheçam o trabalho que o Poeticus vem exercendo, e se na viagem vos incorporarem o sentimento de nossas músicas, cantem conosco nossos hinos, sem medo de amar e odiar, pois com coragem se conquista o medo, para isso é preciso compreender e saber discernir-se; sem medo de ser feliz em essência! É a prova desta intrínseca aliança, grande irmão Tarcísio Jingu; viva a arte sob essência!

Contatos com Esperanto Zine: R. Bernardo Koplin, 133 - Tomé de Souza - CEP 98700-000 - Ijuí/RS - BRASIL - A/C Tarcísio Jingu

Amor é a lei, amor sob vontade. Al i 57

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