bio bio
disco disco
noticias noticias
entrevistas entrevistas
projetos projetos
poemas poemas
fotos fotos
downloads downloads
brasao brasao
contato contato
Entrevistas
Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei. Al i 40

VOLTAR

Entrevista feita por Naberius (Editor do Magick Temple of Evilness e membro do Eternal Sacrifice) ao Poeticus Severus, quem responde é Sub Umbra em Outubro/2005 e.v., Magick Temple of Evilness Zine Nº 1

  • A banda foi fundada desde 1997, após oito anos qual a avaliação que vocês fazem do trabalho da horda?

I - SUB UMBRA: Saudações cordiais a todos aos quais nossas palavras e músicas atingem. O Poeticus Severus foi uma aspiração inicial de Cesar Severus após o término de seus trabalhos em bandas anteriores. O fogo criativo que o inspirou a compor músicas tão diferentes e singulares a tudo que estava acontecendo naquela época chamou muito a atenção dos membros da formação atual (Nós), que permaneceu inalterada desde então. Durante todos esses anos vivemos em um intenso processo de criação e incremento mútuo de todas as vertentes que cada membro novo trouxe a nossa irmandade. Durante esses oito anos, pouco podemos mostrar e compartilhar ao cenário underground por diversos motivos, desde financeiros até mesmo maturidade musical (fazendo uma autocrítica de nós mesmos). Nos primeiros cinco anos passamos por problemas diversos que afastaram nossa rotina de ensaios constantes. Muito disso se deveu a mudanças que ocorreram em nossas próprias vidas. Desde então, após um período de gestação criativa atualmente estamos muito bem estruturados com nossos objetivos e revemos nossos horizontes. Atualmente estamos em processo de gravação independente, faremos distribuição independente e temos controle total de todo o processo criativo e produtivo. Esses anos que passamos reclusos foram muito importantes para direcionar e solidificar nossa vontade. Agora é só aguardarem, principalmente quem nos acompanhou durante todos esses anos, o lançamento de nosso novo trabalho, que em parte é dedicado a todos que estiveram junto de nós em nossa batalha.

  • Todos estes anos, quais os materiais lançados pela banda além da DT – “Injurius Veride”?

II - S.U.: Convido a todos a acessarem nosso site : www.poeticusseverus.com. Lá temos registrados shows, trabalhos, letras, mp3 para aproximar todos que não conhecem nosso trabalho. Respondendo, lançamos duas músicas na compilação southern warriors cult, que mostra bem como estamos abalizados atualmente e representa o nosso objetivo musical. Confiram!

  • Opereto Barbáricus Metal é o estilo auto-rotulado, o que significa para vocês, pode ser considerado como um sub-estilo de Metal Negro pra vocês?

III - S.U.: Este foi um rótulo que nós mesmos criamos pois estávamos sendo confundidos como banda de Doom Metal (nada contra as bandas de Doom) Black, etc. Sinceramente não gostamos de rótulos e muito menos de sermos rotulados. Porém as pessoas precisam de referências para definir uma coisa um pouco diferente. Na verdade não nos consideramos nem tocamos para sermos inseridos em nenhum tipo de estilo e sub-estilo, como pessoas que enchem a boca pra falarem que tocam em uma banda de stoner, thrash, black, dark, etc. – metal. Conheço pessoas que compõem com esse intuito. O que quero dizer é simples, pois respeitamos e não fazemos nenhum juízo de valor para quem faz musica dessa forma. Nossa proposta é tocar algo baseado no que julgamos representativo em todas as nossas influencias. Somando tudo acabamos obtendo um estilo que julgamos ser próprio por conseqüência e por vontade mesmo de fazer algo diferente. Negro? Bem, realmente pelo conteúdo de nossas letras valorizamos o sobrenatural. Como definir o sobrenatural? Para nós, além de nossa filosofia de vida e nossa vontade de criar algo transcendental à nossa rotina e as coisas tangíveis, definimos sobrenatural como algo supernatural! O definimos como toda essa energia o qual a ciência e a lógica não atingiram plenamente. As trevas, a forma pela qual chamamos essa sobrenaturalidade, dominam o universo, como descobriram recentemente. Representam quase a totalidade do peso do universo! Toda essa energia é manipulada e sentida em diferentes níveis e por diferentes formas. Isso é sobrenatural, é negro, é infinito e maior do que qualquer coisa que jamais sonhamos em dimensionar.

  • Qual o significado do corpse-paint e das dinâmicas linhas e simbologias pagãs dentro dos objetivos da banda?

IV - S.U.: Como disse as simbologias pagãs e como você bem definiu – dinâmicas, são parte da formação individual de cada membro. Aceitamos o paganismo na forma monolítica. Uma representação expressada pela observação de fenômenos da natureza. O paganismo entende o ciclo e a dança cósmica do universo, astros, estrelas, marés, ciclos lunares. O homem pós-iluminista se separou e ignorou muito todo esse contexto e suas nuances graças ao domínio secular católico. Para nós, esta é parte de uma formação que se liberta de conceitos de época e aceita o mundo e seu fluxo, sua dança em espiral. Isso significa muito não só para nós aplicarmos em nossas músicas, mas para aplicarmos em nossas vidas. Todo o cerimonial que reproduzimos em nossos shows é baseado em nossa formação mágico-filosófica. É dessa forma que completamos nosso êxtase musical: preenchendo e usando todos os sentidos possíveis. Se mexermos com os sentidos estamos mexendo com o odor, o palato a visão, audição, etc. Então, como nos identificamos com uma imagem sombria, negra, acentuamos nossas expressões faciais com pinturas. Queremos atuar com esse fator. Não achamos que cada show é uma extensão de nosso estilo de vida, e para tal entramos no palco vestidos como chegamos ao local do show, plugamos os instrumentos e tocamos. Preparamos uma cerimônia para nós mesmos, onde as pessoas a testemunham.

  • Vocês há alguns anos, vem trabalhando na elaboração de um full-lenght, por que este ainda não fora concluído e lançado?

V - S.U.: Por questões financeiras principalmente, mas também por não concordar com os esquemas de produção oferecidos as bandas do underground brasileiro. Estamos calejados de testemunhar situações oportunistas e inadmissíveis durante todos esses anos e resolvemos que para produzir algo grandioso isto deveria ser movido e elaborado por nós mesmos. Isto não é novidade não. É uma tendência mundial. Para chegar tal nível e ser capaz de atingi-lo foi necessário muito estudo e muito amadurecimento. Amadurecimento em todos os níveis. Atualmente nos julgamos aptos para poder expressar através de um trabalho elaborado por nós mesmos em todos os processos de criação, algo que represente nossas aspirações. Não tivemos capacidade de macular nossa arte musicada com lançamentos precipitados e em condições desfavorecidas. Para tal, um longo tempo foi consumido. Mas foi bom e valeu à pena, pois hoje somos pessoas com uma visão diferente do que comparados há oito anos atrás, quando começamos com nossa irmandade.

  • Sobre as vertentes do Metal Negro da atualidade, qual a análise que vocês fazem entre épocas remotas em se comparando a esta vigente?

VI - S.U.: Não temos acompanhado muito os lançamentos das bandas nacionais infelizmente como fazíamos antigamente, mas em um contexto geral nada do que é lançado atualmente na cena mundial nos agrada. A estética atual é pobre e desorientada. Os padrões atuais de musica são recentes e inovadores, mas mostram uma atitude retrógrada e conservadora. Não temos mais as loucuras dos anos 70, o vigor dos anos 80. Salvo poucas exceções nada realmente emociona e faz inspirar instintos selvagens, por exemplo. Tudo muito plástico, comprimido e mal mixado, mal produzido. Quando é bem mixado, profissionalmente falando, é feio e maçante. Tudo muito comprimido e sem dinâmica. E as pessoas acabam agindo de forma conservadora, quadrada, para obterem aceitação.

  • “Morte ao Morto... Tu és o nosso grito” o que vinde a ser esta obra, um projeto ou o título do álbum?

VII - S.U.: Este é o nome de um projeto nosso que não tocamos ainda para frente. A idéia era gravarmos um ensaio e umas musicas ao vivo para mostrarmos nossa arte da forma mais crua possível, para que as pessoas tivessem oportunidade de perceber nossa proposta e nossa energia executada sem edições. Morte ao morto representa o fim de tudo que está superado. Representa a iconoclastia de imagens que representam um mito morto, como o nazareno crucificado e toda a sua dor desnecessária que os cristãos veneram e em sua filosofia de vida e são obrigados a venerá-lo e aceitá-lo como o caminho único e verdadeiro. Isto está morto. Então morte ao morto, ao fantasma sagrado e toda a sua dor e toda a sua mentira em formas de palavras falaciosas. Morte a igreja dos finados!

  • Como é possível conciliar atividade do Poeticus Severus com outras hordas como ORDO TEMPLI HIEREUS e APOKALYPTIC RAIDS”, além dos afazeres pessoais?

VIII - S.U.: Na verdade até certo ponto de nossas vidas foi muito simples. No meu caso o AR é um estilo de música completamente diferente do que fazemos no Poeticus Severus. Nesse aspecto é muito simples, pois dentro do Apokalyptic ajudei a criar uma base para a banda e ajudar a tornar o que ela é hoje. Hoje não faço mais parte. Foi impossível pra eu continuar, pois a banda está crescendo muito e não fui capaz de conciliar a minha rotina pessoal. Foram cinco anos muito importantes na minha vida e me amadureceram muito. Foram anos muito selvagens e serviram para provar pra mim mesmo que eu devo seguir minhas idéias e minha vontade. Sobre o Hiereus, este é um projeto do Cesar Severus e do Gemmifer, ao qual eles colocam também uma direção musical completamente diferente a do Poeticus Severus, mais veloz e raivosa. Eles tocam este projeto para frente também na possibilidade deles, mas o que é comum a todos nós é o Poeticus, como principal objetivo.

  • Goat Emperor terá sido uma das grandes mártires do cenário extremo nacional, qual o motivo de carruagens fúnebres terem levado esta magnânima horda e ter semeado a Poeticus Severus?

IX - S.U.: O Goat Emperor foi necessário para obter e alcançar limites no passado. Uma vez que tais limites foram superados, hoje ele é parte do passado e pode ser considerado como uma página virada na história. Hoje com o Poeticus Severus temos outros horizontes mais amplos a serem alcançados.

  • União e cenário, utopia ou ideal?

X - S.U.: Sinceramente, um ideal que perseguimos. Se nos referirmos ao cenário em um contexto amplo com certeza é utópico. Não ocorre união em nenhum tipo de corrente musical. É natural esperar das pessoas deslizes de conduta e isso ocorre em qualquer democracia, principalmente se não há uma fonte centralizada de repressão, como ditaduras, por exemplo. Se olharmos para a cena punk, minguada. Na MPB, o discurso que vi em um show outro dia parecia com o discurso que ouvi há 10 anos atrás em um show de thrash metal. O Carlos Lopes(Dorsal Atlântica) falava isso em todo show, que o movimento punk devia se unir com os headbangers. Hoje cada um esta na sua. Ambos em seu caminho particular. Para nós o melhor exemplo a ser seguido é a cena mineira. Todos se conhecem. Reúnem-se nos finais de semana, fazem um churrasco, bebem, fumam, se divertem, trocam uma idéia. Não há regionalismo (bairrismo) por que sempre que tem algum show, os caras te chamam pra casa deles, independente de que estado você pertença. Isso é uma cena forte. Tem bandas de lá que tocamos juntos anos e anos seguidos. Temos certeza que se nos encontrarmos nos palcos agiremos sempre como fazemos a 7, 5, 3 anos atrás. Isso é completo. É um estilo de vida. É muito mais que uma tendência musical.

  • A banda, em termos de algumas atividades, andou um tempo sumida. Qual o motivo?

XI - S.U.: Considero esta pergunta respondida pelo seu primeiro questionamento desta entrevista. Para reforçar novamente esperamos contar com o apoio de todos que nos acompanharam durante todos esses anos e a todos se interessaram por nossas palavras que procurem informações em nosso site oficial.

  • A natureza do homem necessita de se alimentar de inspirações no visível e invisível o que inspira esta reunião de confrades que é a Poeticus Severus?

XII - S.U.: As fontes para a literatura e filosofia são as mais variadas disponíveis e indisponíveis. Desde Isaac Asimov a Eliphas Levi, desde Sócrates até Lauro Trevisam, passando por Crowley, Dion Fortune, Nietchze...Somamos toda a nossa experiência musical passada por todos esses anos de cena, mais alguns anos de formação e juntamos tudo ao resultado final que é nossa sonoridade e o nosso conceito. Falar de inspirações fica realmente difícil, mas todas são originadas nos breves momentos de ócio criativo que temos para compor nossas musicas. Este ócio criativo vale ouro...

  • O que cultivam dentro do “cenário” além da música? Ideologia, opinião, imparcialidade? Acham que tem algo a acrescer com sua arte além da música em si?

XIII - S.U.: Em primeiro lugar cultivamos de forma sadia nossa válvula de escape para nossas rotinas como pessoas oprimidas pela sociedade atual acima de tudo. Nossa ideologia está cristalizada e disponível para as pessoas analisarem e discordarem, ou apoiarem. Não nos importamos muito com tudo isso. Dentro de nossa irmandade agradar a quatro cabeças pensantes é o principal objetivo, o resto é conseqüência. Agindo assim cultivamos uma postura que gostaríamos que fosse comum a todos que participam de alguma forma do underground. Porem as diferenças é que somam mais do que a concordância. Se cada banda for um pouco mais diferente uma da outra, mais singular, acredito que a cena seria mais interessante e prazerosa. Cultuando uma forma diferente de criar e que esta forma agrade um numero maior de pessoas, acho que estamos acrescentando algo à cena. Mas particularmente eu gosto um pouco de polêmica e admiro pessoas na cena que atuam de forma desprendida. De todos acima por você citado o aspecto mais conflitante para nós é a imparcialidade. Nós nos colocamos imparciais na maioria dos casos em que uma polêmica é gerada, pois normalmente esta polemica tem sido criada por pessoas da cena de forma improdutiva para nós mesmo, que fazemos parte dela. Apreciamos de certa forma a imparcialidade. Não como um aspecto de inércia, mas sim de respeito mútuo.

  • Doutrinar, o que achas desta prática? Ou vocês conciliam da supremacia da vontade? Que cada um é capaz de conquistar seu conhecimento sem intermédio?

XIV - S.U.: Cada um é capaz sim de escolher seu próprio caminho. A história mostra que pessoas que buscam vias não convencionais acabam por remover véus e chegar a lugares antes jamais imaginados. O homem é confuso por natureza, ainda mais nos dias de hoje com um bombardeamento de informação. Grandes líderes porém obtiveram também conhecimento por intermédio de tutores e superaram seus mestres. Acredito que o caminho escolhido pelo arbítrio de cada pessoa pode ser orientado por algum tipo de doutrina e dependendo da grandeza ou da necessidade, as doutrinas acabam sendo derrubadas. Os caminhos escolhidos na vida capilarizan-se em vários sentidos, mas no fim todos levam a uma única direção, se falarmos da busca pelo conhecimento. E a cada descoberta cada indivíduo é capaz de modificar o que foi aprendido com seu diferente ponto de vista, sua ótica dos fatos aliados a sua experiência pessoal, conceitos de época, etc. As possibilidades são infinitas, pois cada indivíduo é uma estrela. Mas como dizia antes, com esse excesso de informação em todas as áreas as pessoas não têm maturidade espiritual para saber ao certo qual caminho a escolher. Então, também cabe a cada um de nós escolher um caminho orientado, ou até mesmo doutrinado. A doutrina positiva em sua essência é uma parte importante para o amadurecimento, para induzir ao despertar em rumo à plena consciência. Não é um trabalho para uma vida, mas sim para várias. A minha recomendação para quem busca ou encontra identificação em uma doutrina é que saiba filtrar as lições, pois uma doutrina é repassada por pessoas que também são passiveis de erros, vícios e virtudes opositores entre si. Nós levamos a supremacia da vontade para as nossas vidas cotidianas sim, e a aplicamos dentro de nossas próprias limitações como seres em processo de evolução. Hoje sabemos que o caminho da vontade não deve ser somente aplicado em um contexto cerimonial. Funciona bem no cotidiano, mas é preciso praticar.

  • Radicalismo, ainda existe em vossa opinião? Vocês se consideram radicais? E underground, como ele se configura para a banda?

XV - S.U.: Sim. Lógico que o radicalismo existe e considero como algo fundamental, como em um rito de passagem. Antigas civilizações transferiram seus conhecimentos mediante a diferentes tipos de provações e continuamos atuando desta maneira, porem de forma mais dinâmica e complexa.Veja o trabalho que a pessoa tem para se tornar rico nesta atual sociedade, se tornar rico à partir do zero. Quantas provações, quantos ensinamentos úteis e inúteis nos deparamos. Como as pessoas irão manter uma tradição se elas não forem enfrentadas por provações que imbuem seriedade? Como se formar em uma universidade pública ou conceituada sem ser atingido por uma série de provações? E por que não na cena e no underground? O que tem de menos sério em ser músico, pai de família, trabalhador ou artista do que algum indivíduo diplomado na USP, por exemplo? Por que tanta diferença? Será que não nos levamos a sério? Nós somos radicais sim. Acho que até excessivamente em determinados pontos de vista e em atitudes. Isto também justifica nosso período de inatividade. Não estamos satisfeitos nem um pouco com o ritmo das coisas no underground. Eu sou tão radical que me incluí em um ostracismo por um longo período. Não estou satisfeito com a globalização. Não acho que a internet ajude neste quesito. As coisas estão muito acessíveis, então desta forma estão mais à disposição. Que tipo de pessoa esta facilidade acaba recrutando? Ainda mais que estamos falando de um movimento formado em sua base por pessoas jovens que estão em fase de auto-afirmação de suas personalidades. Qualquer devaneio e o cara acaba trocando a camisa, vende seus discos, vira evangélico. As coisas devem ser mais complicadas, expressando minha opinião. Dessa forma as pessoas na cena atual não conseguem amadurecer para chegar à conclusão que muitos de nós já chegamos: que isso não é apenas musica e inserção em um grupo social. Isso é um estilo de vida, sério e diferente, um outro caminho. Que deve ser mantido e que as pessoas com mais tempo de estrada devem servir de exemplo para os jovens que estão abraçando esta ideologia contestadora e livre. Devemos agir individualmente com trabalho e seriedade e parar de ficar reclamando que a cena está uma merda. Cada um que faça a sua parte e que todos ganhem no final. A banda toda não freqüenta a cena underground por pelo menos uns 2 anos. Respondo por todos, acho que todos nós estamos insatisfeitos em ver uma molecada sem rumo e sem seriedade. Salvo exceções, salvo exceções...Ainda bem.

  • Quais hordas da atualidade vocês apontariam como promissoras?

XVI - S.U.: Apokalyptic Raids, trabalho, seriedade e idealismo. Farscape, talento cru e selvagem, experimentalismo e superação na medida exata. Sarcasmo, quanto talento e atitude Germano! Unholy Flames, cada ano que passa as musicas ficam melhores... Hecate,...parabéns pelo CD! Tiwaz, trabalho e seriedade. Em nome da Runa de Tyr, a minha preferida! Flageladör – Heavy Metal e Álcool. Kabbarah e Carlos, quanto tempo heim porra?!

  • Percebo que muitas de suas obras são ornadas pelo latim, qual o motivo da utilização deste veículo? E o português?

XVII - S.U.: O latim é uma língua vernácula e mais fácil de trabalhar do que o grego, que fazem à base da língua portuguesa. O latim foi uma língua em que foram feitas evocações por toda a idade média e antes dela. Quanta egrégora por trás de palavras tão fortes e diretas! São nossos mantras. Português é nossa língua oficial e federativa, que nos expressamos com mais ênfase e que temos exemplos de autores e poetas que tão bem souberam fazer uso de sua estrutura lingüística. Gostamos de desafiar nossa capacidade intelectual, pois ao cantar em português nossas palavras são lidas e ouvidas pelo nosso povo. Assim atingimos nosso objetivo melhor ao espalhar nossa palavra e nossa poesia. E damos a possibilidade a pessoas fora da cena de ouvirem o que temos para dizer.

  • Quais os próximos passos da Poeticus Severus?

XVIII - S.U.: Terminar dentro do nosso orçamento apertado a gravação do nosso primeiro trabalho. Estamos neste momento com guitarras, bateria e vozes gravados a contento. Mas ainda faltam as linhas de baixo e o teclado, pré-mix e a melhor e mais trabalhosa parte: a mixagem final e a masterização. Lá é que estamos com nossas cabeças. Findando a mixagem tentaremos arrecadar mais verba para prensagem e distribuição. Findada esta parte vamos lavar nossas almas com cervejas, vinhos e outras coisas. Então peço para todos que se identificam com todo o nosso contexto que nos apóiem e comprem o nosso trabalho e não fiquem só no MP3, para que possamos captar mais recursos para lançar o próximo. São mais de 30 musicas esperando a hora certa para serem reveladas. Estamos preocupados com a construção deste trabalho para que o mesmo seja digno do preço pago por vocês!

  • Gratos pela colaboração, o espaço está aberto para suas palavras finais aos leitores deste primeiro Temple of Evilness...

XIX - S.U.: Primeiro obrigado por nos ceder um espaço na sua publicação. Gostaria de convidar a todos que sentiram algum tipo de correspondência com nossas palavras a acessarem o nosso site: www.poeticusseverus.com . Gostaria de desejar boa sorte ao seu novo trabalho e que o mesmo seja um servo fiel a idéias independentes e música extrema. No mais gostaria alertar a todos pelo processo atual que o mundo passa hoje, tanto na política, que precisamos passar por isso tudo para que esse povo acorde e deixe de ser tão idiota, quanto na mudança climática, que esta é a resposta vingativa que a grande Mãe está dando para os seus filhos que tanto a fazem mal. A humanidade é uma praga que cresce em progressão geométrica e dentro de breve prevejo testemunhar políticas caóticas de extermínio a esta praga, ao qual as próprias catástrofes naturais cuidam para tentar estabelecer o equilíbrio, mas não conseguem. No futuro espero caos e me preparo para isso. Faço das minhas as palavras de Nietchze e me liberto de qualquer humanismo para tais afirmações.
Ignaus Veritatem Timebit
Habere Áurea Verba et Cor Ferreum

Para contatos com o Magick Temple of Evilness o endereço é: R. Plínio de Lima Av Mattos 7-E – Monte Serrat - CEP:40415-065 Salvador / BA – BRASIL ou E-mail: antonaberius666@hotmail.com A/C NABERIUS

 

Amor é a lei, amor sob vontade. Al i 57

Valid XHTML 1.0 Strict © Poeticus Severus - 2004/2012 e.v. por Cesar Severus portifólio