bio bio
disco disco
noticias noticias
entrevistas entrevistas
projetos projetos
poemas poemas
fotos fotos
downloads downloads
brasao brasao
contato contato
Poemas
Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei. Al i 40

A CAMINHO DO TEMPLO

Parte I – O Templo de Ouro

Por vários reinos situados nas fragas de seu lindo país mui amado, príncipe Oculto caminhou à procura, mas sem êxito, parou para descansar e se sentindo decepcionado pelo seu fracasso, se pôs a pensar: “ _ Eu procuro tanto e não acho... ” E uma idéia surgiu: “ _Trabalhando com dedicação no que gosto de fazer ficarei rico, talvez assim eu consiga o valor suficiente para mandar construir o meu templo perfeito, darei aulas de esgrima!”.
Durante muitos anos de sua vida ele trabalhou arduamente no que sabia fazer com incrível habilidade, juntou imensa quantidade de valores que ganhava como pagamento pelo seu serviço. Este era requisitado principalmente pelos reis da época, pois seus exércitos precisavam possuir o máximo de habilidades na arte de esgrimir as espadas para combater os inimigos que não eram poucos, e tomar suas riquezas.
Seu velho pai também era um desses reis, possuidor de uma invejável riqueza conquistada em muitas batalhas. Devido a sua idade avançada, já sentia a presença da morte nos aposentos de seu Castelo Augusto. Rei Orgen era o seu nome, viúvo de uma rainha belíssima. Por volta de seus 110 anos de idade já não tinha mais objetivos na vida além de guerrear. Príncipe Oculto era o seu único herdeiro.
Certo dia a morte beijou o corpo cálido do Rei, este gelou, mas inevitavelmente ele foi ao encontro casamental de seu destino humano. Rei Orgen faleceu ! Príncipe Oculto assumiu seu posto-legado. Enquanto Rei Orgen estava vivo, Oculto nunca pensou sobre o que lhe esperava quando seu pai morresse. Agora isso já havia ocorrido, seu futuro ainda era desconhecido, apenas o castelo que era de seu falecido pai não bastava para ele, que agora, possuidor de imenso tesouro, estava mais próximo de concluir o seu sonho primordial desde que se tornou um Cavaleiro a Caminho do Templo. Príncipe Oculto caminhava e procurava a fim de achar um templo perfeito para orar em prol de seu ideal sublime, encontrando assim sua vocação Divina.
Anos se passaram, e Rei Oculto governava seu reino com grande discernimento, seu nome era aclamado conceitualmente por toda extensão do reinado do grande rei Sunrutas.
Decidido, rei Oculto mandou construir dentro do pátio de seu castelo um templo enorme no formato de uma abóbada, mas todo feito em ouro, inclusive os instrumentos mágicos. O ouro era considerado um material divino naquela época, portanto, o mais próximo de seu ideal sublime. Sete anos foi o tempo necessário para a conclusão da construção do templo.

Parte II – O Fio de Luz

Nesta noite completavam sete meses que o templo fora erguido, rei Oculto estava inquieto misteriosamente desde que isso ocorrera. De repente o mesmo aproximou-se do Templo e entrou. Seus súditos que limpavam o templo, saíram imediatamente, e em suas costas o portal maciço de ouro foi fechado pelo guardião do Umbral. Naquele mesmo momento ouviu-se um estrondo provocado por todo ouro. Rei Oculto continuou caminhando para o centro da abóbada, quando dentre um de seus passos percebe que pisou em algo flexível, era um fio (cipó cortado de alguma árvore). Rei Oculto se abaixou e pegou aquele fio. “– O que faz um material que não é ouro dentro deste templo por mim Sagrado?” Olhando atentamente para aquele fio, ele percebe algo de sinistro em seu pensamento. De repente seus olhos miram suas mãos, seu corpo (neste momento rei Oculto ficou atônito)... “– Então o que eu estou fazendo aqui dentro? Não sou feito em ouro!”.
Em alguns minutos a escuridão envolveu todo o seu ser, pois agora ele pensava que era uma matéria indigna de ser Divina e disposta a insignificância perante ao ouro. “– Então, qual será o meu templo verdadeiro? Só pode ser a morte!”.
Sentindo-se ser o nada, este cavaleiro Rei decide se matar, naquele momento esta seria a solução de seu ideal sublime.

Parte III – A Morte no Espelho

O Rei Oculto escolheu um horário de seu agrado, chegando no mesmo já empunhava uma bela adaga de ouro. “_ O que faço agora?” Coragem lhe faltava naquele momento, o medo tomou conta de seu ser. Na sua frente tinha um espelho imenso feito de ouro. Rei Oculto olhou para o mesmo e notou que seu semblante estava frisado e pálido de agonia, tremia intensamente, quando de repente ele ficou paralisado. Naturalmente movido por um encanto poderoso ele se encarou através do espelho. Durante minutos permaneceu imóvel e não chegava a nenhuma conclusão. Seu semblante já não era o mesmo, estava infernal. Durante esta provação muitas visões ele teve, uma delas foi a de um Bode branco com uma espada cravada no centro da própria cabeça sem jorrar sangue. Com o passar do tempo Oculto se sentiu cansado e se lembrou daquele fio. Neste momento ele larga o punhal, este cai no chão e o seu impacto ressoa implacavelmente na abóbada. Rei Oculto imagina a forma de sua Morte no Espelho. Estupefato ele fica, e sua visão se apaga...”

Por: Cesar Severus

Amor é a lei, amor sob vontade. Al i 57

Valid XHTML 1.0 Strict © Poeticus Severus - 2004/2012 e.v. por Cesar Severus portifólio