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Poemas
Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei. Al i 40

UMA CANÇÃO PARA BABALON

Na doce suave noite,
Tua glória faz mister.
No tormento do açoite,
Tua lembrança bem-me-quer.

A fronte vejo serena,
Esperança em teu seio,
Na voz obscena novena,
No colo, conforto esteio

Percebendo teu aroma
Eis que nasce um rebento
Que logra a vida, mas toma,
Meu ser de paixão sedento

E antes do sono final
Despertas desejo atroz
Feroz concluio animal
Rogo-te: sejas meu algoz.

Pois teu olhar convite é,
E dando-me sem vacilar,
Mergulho em ti, Salomé
Para teu ventre semear.

Tua boca é paixão,
Marcas de meu martírio.
Loucura, saber, união
Que traz cego delírio

Na volúpia do prazer
Revela-te, aparição!
És muito mais que meu querer.
Adorável assombração.

Mostrando-te em verdade
Horror dos horrores tu és!
Abjeta realidade
Sonho de todos infiéis.

Contudo, vil que pareças
És, da vida, a herdeira
Teu cálice é soberba
Fantástica feiticeira.

Assim linda poesia
Vem para o meu ser ambrear
E com tua maestria
Ensina-me o teu sonhar.

Meu êxtase sequioso
adorável demônia
Toma este meu gozo
Consorte, Babilônia!

Provo, toda tua gnose
Mas agora, a ambrosia
Verto, em uma só dose
Tua doce poesia.

És pérola consagrada
Oh! Sentença afrodita
Meu peito rasga, e brada
Ararita, Ararita!

Por: Carlos Raposo
https://carlosraposo.wordpress.com/
Amor é a lei, amor sob vontade. Al i 57

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